Câncer de próstrata alerta para os cuidados com a saúde masculina

A falta de cuidado com a saúde do homem pode reduzir as chances de cura do câncer de próstata, doença tão comum quanto perigosa. É preciso vencer a desatenção e o preconceito para prolongar os dias

 

A doença é silenciosa. Começa a partir da multiplicação desordenada de células na próstata, sem alarde ou sintomas. Os primeiros sinais só aparecem quando os tumores estão bem desenvolvidos ou se espalham para outros órgãos. Nessa fase, as possibilidades de cura já são muito baixas e, quase sempre, restringem-se a cuidados paliativos - não para livrar a glândula prostática do câncer, mas para trazer alguma qualidade de vida ao paciente.

Por esse risco, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) orienta que os homens estejam atentos ao seu corpo e busquem o diagnóstico precoce do câncer de próstata. A recomendação é que pessoas do sexo masculino com idade superior a 50 anos procurem, anualmente, um especialista para realizar os exames que detectam os tumores. Se houver histórico familiar, a busca tem de ser mais cedo, aos 45 anos.

 

“Os pacientes que são diagnosticados e tratados quando o tumor ainda está localizado na próstata têm até 90% de chance de serem curados”, esclarece o urologista Marcos Flávio Rocha, presidente da SBU-CE. “Mas existe uma parcela considerável de homens que são diagnosticados com a doença em estado avançado, quando o câncer já tem se espalhado para outros órgãos”, completa.

 

Os números acendem o alerta. O câncer de próstata é o segundo tipo de tumor maligno mais comum entre os homens brasileiros, perdendo apenas para câncer de pele não-melanoma - este com consequências menos devastadoras que o de próstata. Só este ano, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) prevê o surgimento de 61.200 novos casos no País. Destes, 2.550 vão estar no Ceará e 590 em Fortaleza.

 

Olhar para si

As projeções inspiram cuidados, principalmente, porque lançam luz a uma situação não remediada: os homens são negligentes com a saúde do próprio corpo. Muitos já mudaram o comportamento, mas o caminho até os consultórios médicos continua cheio de barreiras impostas pelo medo, pelo preconceito e pela sensação de invencibilidade masculina. 

 

Mudar essa perspectiva é um dos objetivos da campanha Novembro Azul, que ocorre, no País, desde 2008 com a tentativa de levar os homens às consultas médicas. “Queremos chamar atenção para o câncer de próstata, mas a ideia é ainda maior. O que a gente espera é criar um movimento pela saúde integral do homem”, expande Marlene Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida, organização que encabeça a campanha no Brasil.

 

A ideia é que, a partir da preocupação com o câncer de próstata, os homens estejam atentos a outras doenças ligadas ao aparelho reprodutor, como câncer de pênis e testículos, e até para outros riscos, como problemas cardiovasculares.

 

Aproveitando a discussão movida pela campanha, o Ciência & Saúde deste domingo amplia os diálogos sobre a saúde do homem. A atenção às doenças próprias do sexo masculino, 

os preconceitos envolvidos e como a rede de atendimento tem se organizado para atendê-los são pontos abordados neste caderno.

 

NÚMEROS

 

2.086

mortes por câncer de próstata foram registradas, no Brasil, até setembro de 2016, no Sus 

 

Observatório de Políticas Públicas de MaranguapeCâncer de próstrata alerta para os cuidados com a saúde masculina

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