DISTRITO DE ITAPEBUSSU

FOTOS E HISTÓRIA

             HISTÓRICO DO DISTRITO DE ITAPEBUSSU

 

                  No ano de 1752, chegou aqui, vindo de Portugal, a primeira família a fixar residência, tratava-se do Sr. Francisco Miguel Vitaliano Façanha, casado com a Sra. Maria Rosa Façanha do Espírito Santo, onde foi construída a primeira moradia, uma casa de taipa, no lugar chamado Campestre, nome dado pelo Sr. Francisco Miguel. Depois de 06 anos, chegou à segunda família, que se chamava Direito, onde construiu a segunda casa, com a autorização do Sr. Francisco Miguel, que era o proprietário de todos os imóveis rurais desta localidade. Anos depois, chegou à terceira família, chamada Bandeiras, onde também, construíram a sua residência, de taipa, (construção feita à base de madeira e barro batido). A quarta família veio em seguida, era conhecida pelo cidadão Maciel e assim foi se constituindo o povoado. Após uma temporada, chegaram as famílias Henrique, Araújo e Marques, que também contribuíram com o crescimento e o desenvolvimento do povoado, que hoje é denominado de Distrito de Itapebussu, pertencente ao município de Maranguape.

                    No ano de 1849, o Sr. Francisco Miguel veio a falecer, deixando a sua família bem estruturada, que tinha como atividade principal, a exploração de madeira, plantio de milho, feijão, arroz e mandioca. As madeiras eram serradas e transportadas em carroças puxadas a boi para o povoado de Maranguape, onde a moeda corrente era o ouro e a prata. Em 1888, foi construído por D. Pedro II o cemitério local e o açude Santo Antônio, que hoje é propriedade da família do Sr. Antônio Ivan Coelho Marques.

                 Na Primeira Guerra Mundial, a casa do filho do Sr. Francisco Miguel foi cercada pelo batalhão, que queria levá-lo para servir na guerra, onde não obtiveram sucesso, pois eles fugiram para um lugar chamado Serrote das Casinhas, construídos por eles mesmos, apenas casinhas de taipa, onde só retornaram quando terminou a guerra. Com o passar dos tempos, as famílias iam aumentando e houve a necessidade de construir um templo religioso, onde foi erguida a Capela de São Miguel. Em 19 de setembro de 1864, foi celebrada a primeira novena na capela de São Miguel Arcanjo, em homenagem ao Sr. Francisco Miguel, que trouxe de Portugal a imagem de São Miguel, foi capela até o ano de 1939, quando a partir daí passou a ser Paróquia de Itapebussu, com mais de 140 anos de existência sempre comemora a festa de seu padroeiro com  muito tradicionalismo, realizada todos os anos no período de 19 a 29 de setembro. Em 1945, foi criada a primeira vaquejada Pé de Mourão, que hoje é realizada e conhecida mundialmente nas dependências do Parque de Vaquejada Novilha de Prata dentro da programação das festas religiosas, que juntos fazem um dos maiores eventos populares do município. Com o passar do tempo, o povoado foi aumentando e passou a ser chamado de Cruz do Lajedo, devido à existência de um cruzeiro feito de madeira localizado onde hoje está o centro do distrito, para marcar a religiosidade popular, que com o passar dos anos foi destruído e reconstruído com uma via sacra. Depois de longo tempo, passou a ser chamado de Itapebussu, e oficializado Distrito pelo decreto Nº. 448 do ano de 1938, agregando as localidades de Altos, Areias, Landuá e São João, onde já existia fábrica de descaroçar algodão, lojas de tecidos, casas de farinha e feiras públicas todos os domingos, onde se dava a comercialização dos produtos produzidos pela população. Os meios de transporte da população eram carroças e outros animais, como cavalos, éguas, burros e jumentos. Depois surgiu o transporte coletivo, 02 carros mistos que faziam a linha Itapebussu – Maranguape – Fortaleza. Em 1964, o distrito de Itapebussu passou a ser chamado cidade, por um período de 48 horas, que logo em seguida, com o regime da ditadura militar, voltou a ser distrito.

Este relato foi colhido pelos herdeiros do Sr. Francisco Miguel, que até hoje, tem bisnetos e tataranetos residente em Itapebussu, que confirmam a história contada pelo seu avô já falecido.                    

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