Distrito de Sapupara

Antes do Distrito de Sapupara passar de povoação a vila, já existia um pequeno número de casinhas neste lugarejo, que naquela época não se sabia realmente quem era o seu fundador

Segundo os estudos etimológicos brasileiros, Sapupara vem do tupi e significa líquido que contem álcool em sua composição : Vinho da terra, jibirita, cachaça. Passou de povoado a vila no dia 24 de novembro de 1864 através do decreto de lei Nº 1.135 o qual foi criado pelo prefeito interventor nomeado, João  Barbosa, que tinha a autonomia de promulgar e sancionar leis, pelo fato de não existir Câmara Municipal, fato que aconteceu nesta ocasião, que antes quando ainda era vila, esta localidade se chamava de Tabatinga, que também vem do Tupi e que tem controvérsias no seu significado.

A população acredita que vem da palavra Taba (lugar onde os índios moram) e Tinga, devido à grande quantidade de urubus que vinham se agasalhar nas árvores existentes nos montes ao redor do Sítio Tabatinga. Mas a etimologia diz que Tabatinga quer dizer barro branco e muito viscoso que se encontra no fundo dos rios, e que servia para a fabricação de utensílios domésticos e para fazer o revestimento das paredes das casas dos índios (eis ai uma coincidência com o significado popular).

Seu nome inicial foi mudado em consequência de já existirem outras localidades com esta denominação (é o caso de uma cidade em Manaus), no dia 30 de dezembro de 1943 com o Decreto de lei Nº 1.114, ficando Sapupara o nome oficial, o que não impede de até hoje a população maranguapense sempre se refere ao local pelo seu nome de origem, cuja área está situada entre duas montanhas e tem como limites: ao norte a sede  de Maranguape, ao sul o Distrito de Ladeira Grande, ao leste o município de Pacatuba e ao oeste os municípios de Caucaia e Pentecostes e tem como localidades Urucará e Gereraú que  também vem de origem Tupi e significa “local onde os índios pescavam”.

De povoado a vila e depois distrito, o desenvolvimento social vem crescendo cada vez mais, sua economia baseia-se no comércio de bordados, confecções, agricultura, agropecuária e indústria de fermentação e fabricação de aguardente. Seu patrimônio natural e seus recursos hídricos que tem como fontes principais os Rios Sapupara e Gererau os açudes do Bragantino, das Almas e São José, que banham toda planície do local. Na educação, destacam-se duas grandes escolas: A Escola Municipal João Cirino Nogueira e a  Escola de Ensino Fundamental e Médio Luiz Girão (esta sob a tutela do Governo do Estado), Escola Rural de Gererau, Escola José Gurgel Tabosa  da localidade de flecheiras e as creches Escolinha Menino Jesus (instituição particular), João Damasceno e Gente Crescendo.

As primeiras professoras do distrito foram Guilhermina Quinderé, Albertina Barroso e Teresinha Marinho Barroso. A vida social do povo de Sapupara perpassa desde á prática desportiva, recreativa e cultural, que hoje se ver muito sólido pelos equipamentos disponíveis como: O campo de futebol (Batistão nome dado em homenagem ao grande desportista João Batista Barroso, que muito contribui para o fortalecimento da comunidade), o Clube Guadalajara, a quadra de areia, a quadra coberta da Escola João Cirino que também dar nome a praça principal em homenagem ao patriarca da tradicional família Cirino onde nasceu o ex-prefeito com dois mandatos o Sr. Paulo Afonso Cirino Nogueira.

Esta família compõe o patamar de uma das primeiras e mais importantes, juntamente com as famílias Geraldo Ramos, Medeiros e Siqueira. A religiosidade do local tem predominância a Igreja Católica Apostólica Romana, tendo como padroeira Nossa Senhora da Conceição, que antigamente possuía uma capela muito simples e não disponha de padre residente, era assistida pelo pároco de Maranguape Monsenhor Mauro Braga Herbester, que com o crescimento da população, houve necessidade de maior atendimento por parte da diocese, então o cardeal Dom Aloísio Lorscheider, resolveu através do decreto de direito canônico Nº 5.171 datado de 12 de fevereiro de 1993 criar a área pastoral de Nossa senhora da Conceição tendo como pároco o padre Francisco Dácio de Albuquerque Araújo.

Uma manifestação curiosa e que resiste até hoje, é o transporte coletivo e alternativo feito através de carro rural, ao qual a população carinhosamente chama de comadre, como também se orgulha em dizer que tem seu símbolo maior a sua bandeira, criada no dia 28 de setembro de 1989 pelos professores Ivanildo, Izaura, Célio, Marluce e Emília e tem como lema “Eu farei de ti uma geração tão grande quanto às estrelas do céu” de autoria do grande historiador maranguapense Capistrano de Abreu e simboliza a origem e a paz do distrito.

 

 Elementos para pensar Tabatinga/ Sapupara

 Na atualidade Sapupara é um distrito de Maranguape distante 9km da sede municipal. É conhecido por suas festas e forrós: Forró do Real, Festas da Simone, Festas de fim de ano, Festas da padroeira; Bordados do tipo rechilieu como nenhum outro; pelo seu comércio local; Conjunto arquitetônico de real significância do último quartel do século de XIX até a primeira metade do século XX, além de belas paisagens naturais no vale das serras da Aratanha e Maranguape (Serrote Gereraú), ou na vertente ocidental da primeira e oriental da segunda. É terra de artesãos, da Paróquia de N. S. da Conceição de Tabatinga, e, até há alguns anos atrás do transporte de rural linha Tabatinga-Maranguape. Oficialmente o distrito é reconhecido como Sapupara, no entanto é como Tabatinga que esta área é mais conhecida. Sua fundação como distrito data de 1864, com o nome de Tabatinga pelo Ato Provincial de 08 de junho de 1864.

Pelo decreto-lei estadual nº 1114, de 30 de dezembro de 1943 a nomenclatura do distrito é substituída de Tabatinga para Sapupara. Por este motivo, uma tradição mais forte que uma força institucional é que faz esta comunidade conhecida por sua nomenclatura primeira. Se considerarmos datas de aniversários dos destes dois nomes, veremos que em 2013 Sapupara completa 70 anos, enquanto em 2014, Tabatinga completará 150 anos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2010, Sapupara conta uma população de 8.230 habitantes, sendo sua margem de não contagem entre 10 e 15% (estimativas pessoais ainda não comprovadas), e sua ocupação majoritariamente urbana, delineada em função da via de passagem que atualmente pertencente a CE 065.

São casas de alvenaria, de tipos diferentes e ocupações em períodos diferenciados. No que diz respeito aos recursos hídricos, faz-se presente espelhos d’água sem grande representatividade e canais fluviais efêmeros abastecedouros deste espelhos, além de poços particulares. Excluindo a porção urbana que margeia a rodovia supramencionada, o componente territorial remanescente é destinados a latifúndios de porte médio. Tabatinga encontra-se fundada primeiramente vinculada a produção agrícola (algodão e cana) e posteriormente como ponto de passagem (comercialização do gado criado no sertão, e trocas de modo geral da capital com o sertão) e descanso (principalmente de romeiros). Em função do caráter transitório da realização de práticas econômicas no contexto vigente, as atividades mencionadas remodelaram-se, e deram a Tabatinga há alguns anos status de lugar de festas, sendo pormenorizado em períodos ainda mais recente.

Este contexto leva a pensar este espaço como uma construção do antigo e do novo, mas acima de tudo: pensar a sua função social atual. Seria nesse sentido, atualmente, apenas um ponto de passagem da CE-065? Se assim for, o passado se perde? Onde ficam os valores, historias construídas? Seria a função atual do desapego e da negação do antigo, seja ele público ou privado?

Observatório de Políticas Públicas de MaranguapeDistrito de Sapupara

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